quinta-feira, 2 de julho de 2020

Educação e Religiosidade: Jesus Cristo não vai passar



Jesus Cristo não vai passar
Cosme Castor
Muita gente vive a esperar que Jesus Cristo venha (de novo?) ou mande alguém para socorrer o povo e protegê-lo de tanta miséria, de tanta maldade e de tanta exploração do irmão, que tem causado muito sofrimento às pessoas, no Brasil e por todo o mundo.
Isso acontece, inclusive, em grupos com pessoas de “boa” formação religiosa.
Certa vez, num Encontro de Jovens da Igreja Católica, na Arquidiocese de Feira de Santana, Estado da Bahia, promovido pelo TLC – Treinamento de Liderança Cristã, um movimento que visa à formação cristã para a juventude, onde o jovem evangeliza o outro jovem, aconteceu um fato interessante.
Como o jovem gosta muito de músicas animadas, esse é um dos pontos altos do Encontro. Num desses momentos, um grupo, formado por mais de 70 jovens, cantava animadamente:
“Quando Jesus passar / Quando Jesus passar / Quando Jesus passar / Eu quero estar no meu lugar”.
Esse era o refrão, repetido sempre com muita animação, em voz alta e com sorrisos que demonstravam a alegria de estar ali, participando daquele Encontro com o Cristo e com os irmãos.
Mas participava desse momento, também, o Frei Félix de Pacatuba, (falecido) um dos Diretores Espirituais desse Encontro, primeiro homem de Igreja que realmente se preocupou e fez algo pela juventude cristã de Feira de Santana, criando, inicialmente, a Congregação Mariana. (1962)
Então, com o vozeirão que lhe era peculiar, lá do fundo da sala, Frei Félix começou a cantar e todos pararam para ouvir. Ele cantava assim:
“Jesus Cristo não vai passar / Jesus Cristo não vai passar / Jesus Cristo não vai passar / Por quê? / Ele está dentro do seu coração”.
Passado o “susto”, Frei Félix fez um breve comentário, e a turma o acompanhou, com muita animação, entoando também essa parte nova da canção, que aprendera naquele momento.
Uma grande lição, que deve ser divulgada para todos os que ficam questionando a Deus, a Jesus e, às vezes, a Nossa Senhora e a outros santos, sobre esse caos que tomou conta da cidade de Feira de Santana, da Bahia, do Brasil e de todo o mundo, o que se agravou com a chegada dessa pandemia, causada pelo corona vírus.
Nesse questionamento impensado, há quem diga até que foi Deus que mandou “alguém”, ou seja, mandou esse vírus, para castigar as pessoas. Pensamento justificável, na ânsia que as pessoas sentem, ao tentar buscar uma explicação imediata e plausível para essa questão.
Assim, é mais cômodo. Jogam a culpa em Deus, que deu a liberdade de ser, “do jeito que a gente gosta”. Até, rezam o Pai Nosso, concordando com Jesus Cristo, - “seja feita a Vossa vontade” - contanto que essa vontade do Pai coincida com os seus anseios.
As pessoas devem lembrar que Deus não vai mandar ninguém. Ele já mandou o próprio Filho, Jesus Cristo, que está presente, no dia a dia de todas as pessoas.
O problema é que, geralmente, essas pessoas ouvem as palavras de Jesus e não as colocam em prática. Estão sendo insensatas. Estão construindo as suas casas sobre a areia. Quando vêm a chuva, as enchentes, os ventos, dentre outros, derrubam suas casas, causando sérios problemas para as suas vidas. (Cf. Mt 7,27)
O homem precisa assumir a sua responsabilidade e se conscientizar de que ele mesmo atraiu essa pandemia, como eu falei em um texto publicado anteriormente:
“A matéria prima da atração é a maldade incrustrada no coração do homem. Esses “donos” do poder fazem as leis para facilitar a convivência social, obrigam a cada pessoa do povo a cumprir, mas não as cumprem.
Conforme o Evangelho de Mateus (23,3), dessa mesma forma também acontecia, na época em que Jesus viveu em nosso meio.
Hoje, os desmatamentos; as queimadas, nas matas; o óleo derramado nas praias do Nordeste Brasileiro; o regime escravocrata de trabalho; a indiferença, diante do sofrimento das famílias de pequeno ou quase nenhum poder aquisitivo; dentre outras; todas essas más ações praticadas pelo homem, contra seus irmãos e contra a natureza, trouxeram essa pandemia.”
O homem precisa é de voltar-se para o Evangelho que o Cristo deixou para todos.
Então, fica bem claro que Jesus Cristo não vai mandar ninguém para acalmar e para trazer a paz para o homem. Ele já veio. Continua presente, através do Espírito Santo, que Ele mesmo enviou (Cf. Jo 16,7), para ser o orientador, o defensor, o advogado de todas as pessoas.
Portanto, não há razão para ficar esperando por alguém que já veio, já chegou e já está presente.
Faz-se necessário, sim, modificar os hábitos; cada um deve voltar-se mais para o outro, especialmente, para os que estão perto, como também, para os que estão longe.
Faz-se necessário, também, edificar a própria casa sobre a rocha (Cf. Mt 7,24-25). Então, poderá vir qualquer tempestade, qualquer pandemia e se continuará firme, vencendo todas as atribulações que venham a se apresentar.
Finalmente, o homem deve se esforçar para perceber a presença constante de Jesus Cristo, desde ontem, por todo o dia de hoje e por todos os dias de sua vida. Tudo isso, com um importante detalhe: - fazendo sempre o que Jesus disser (Jo 2,5), como sua Mãe Maria aconselhou.
Por tudo isso: “Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será dado”. (Mt 7,33)
Referência:
Bíblia Sagrada Ave Maria – Edição de Estudos. 5ª edição. 2015. Edição Claretiana. Editora Ave Maria. São Paulo.
Haroldo J. Rahm, s. j. Treinamento de Liderança Cristã: mini-TLC, TLC e amor exigente. Edições Loyola. São Paulo. SP. Brasil. 1998.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Educação e Sociedade: Esse vírus é O ALGUÉM?




Esse vírus é O ALGUÉM?

Clelmo, um dos meus filhos, sugeriu fazer uma reflexão sobre esse momento de pandemia que estamos atravessando.  Resolvi colocar aqui o texto a mim enviado, que ele apresenta como base para a reflexão. Em seguida, apresento o meu comentário.
Vejamos:

“CRISTO MANDE ALGUÉM 
Há alguns anos, na maioria das Igrejas Cristãs, se cantava a música “Cristo, mande alguém”. Nessa música, pediam a Cristo que mandasse alguém para ajudar a humanidade a reencontrar o caminho.
A música fala em drogas, guerras, crianças abandonadas e conflitos familiares. Ainda não existiam os males da internet; o distanciamento das pessoas; o desamor, preferindo relacionamentos virtuais aos reais; o bullying cibernético ou o ciber bullying, etc. Sem falar na degradação da família, na desvalorização dos idosos, na banalização da violência e na indiferença, em relação a dor do irmão.
De repente, no meio desse furacão, surge um vírus, algo, a princípio, nocivo, ameaçador e mortal. Um mal invisível que literalmente parou o mundo e enclausurou as pessoas em casa, com medo, no famoso isolamento social.
Bares, shoppings, cinemas, feiras livres e o comércio em geral, todos fechados. Com isso, o distanciamento social que antes era uma opção, passou a ser obrigatório e não abraçar ou beijar seus familiares e amigos passou a ser uma obrigação e uma expressão de cuidado e de amor.
Os membros das famílias foram “obrigados” a passar mais tempo juntos.
Pais, que nunca haviam brincado com seus filhos, redescobriram como é bom ser criança. Casais, que praticamente não se viam, foram “obrigados” a conviver 24 horas juntos e puderam se conhecer melhor.
E a máscara, que era usada apenas pelos profissionais de saúde, passou a ser item obrigatório na vestimenta de todos, numa forma de cuidar do outro.  Sim, do outro! O “nefasto” vírus nos dá a oportunidade de seguir o maior de todos os mandamentos: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.
A máscara nos permite proteger o irmão, mesmo sem saber quem é ele, mesmo que ele não esteja usando máscara para nos proteger, ou seja, um amor altruísta, do jeito que Jesus nos ensinou, que não se importa se vai ou não ser retribuído.
Então... Será que esse vírus é O ALGUÉM?”

MINHA RESPOSTA:

                  Esse vírus é O ALGUÉM?

Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça e tudo o mais vos será dado. (Mt 7,33)
Realmente, estamos vivendo um momento especial da história da humanidade. Por todo o mundo, sentimos o reflexo dessa pandemia, que causou todos os problemas de que temos conhecimento, inclusive, os que eram cantados na música “Cristo, mande alguém”, conforme sua observação.
No entanto, sabe-se, também, que o mundo vive muitos outros problemas, causados pelo afastamento dos caminhos que Jesus Cristo mostrou a todas as pessoas, de todas as partes do mundo.
Vemos hoje o desrespeito, o ódio, a violência, o desamor, a imperar e a comandar a vida das pessoas. A mentira, apelidada pelo termo em inglês, o fake news, é um dos instrumentos que mais fere as pessoas e as desviam dos seus caminhos, atualmente.
Mentiras, falsidades, hostilidades e perseguições são fatores que marcaram a vida das pessoas, também, mesmo antes do tempo em que Jesus Cristo esteve aqui na terra, registrado na Bíblia, lá no Antigo Testamento.
Nessa fase da história, os Profetas se empenhavam para alertar o povo e, assim, fazê-lo voltar para os caminhos de Deus.
Mas as ilusões e a falsa liberdade que o mundo oferecia deixavam o povo atordoado e iludido. Mágoas, rancor e ódio, facilmente, dominavam seu coração.
Sempre tirando proveito da situação, os governantes queriam apenas que o povo continuasse a produzir para manter em alta o crescimento das suas riquezas.
 O povo era compensado, apenas, com o necessário para manter-se vivo e produtivo.
Hoje, a história se repete. Vemos os líderes governantes da nossa pátria a desviar o povo dos seus verdadeiros problemas.
O mais triste de tudo isso é que uma grande parte de líderes de diversas religiões apoiam e incitam o povo a viver esse mundo de mentiras e de violência, onde a vítima é o próprio povo.
A esses líderes religiosos, falsos profetas, a Bíblia denuncia, em muitos trechos do Antigo e do novo Testamento, como destacamos em alguns destes momentos:
- “Ai dos pastores que deixam perder-se e dispersar-se o rebanho miúdo de minha pastagem!” (Jr 23,1)
- “Ai dos profetas insensatos que seguem sua própria inspiração.” (Ez 13,3)
- “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.” (Mt 7,15)
- “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, de cadáveres e de toda espécie de podridão.”  (Mt 23,27)
A violência contra a mulher, contra o negro, contra o povo pobre; a desobediência às leis; a incitação das pessoas contra os cuidados e recomendações necessárias ao combate a essa pandemia do covid; tudo isso está sempre na ordem do dia.
A mensagem do Evangelho de Jesus Cristo vai contra todas essas coisas que vêm acontecendo na vida do brasileiro e na vida das pessoas, por todo o mundo, especialmente nos campos social e político e, como vimos, até no religioso.
Mesmo vivendo essa situação e vivendo essas dificuldades, o brasileiro precisa tomar suas decisões. Deve imitar a Jesus, que veio ao mundo, enviado por Deus, como um homem do povo, pobre e humilde. E veio com a missão de libertar o povo de Deus da opressão e da escravidão.
Aqui, cumpriu sua missão e nos enviou para que o imitássemos, realizando a nossa missão do mesmo jeito que Ele realizou a Dele, em defesa e benefício do povo, conforme a vontade do Pai.
Diante dessa atitude de Jesus, de lutar pelo povo por toda a sua vida, não acredito “que esse vírus é O ALGUÉM”.
Sua ação maligna foi atraída, justamente, por essa gente que assume lideranças política e/ou religiosa, para defender interesses de grupos, sacrificando a vida do povo e negando todos os ensinamentos de Jesus Cristo.
A matéria prima da atração é a maldade incrustrada no coração do homem. Esses “donos” do poder fazem as leis para facilitar a convivência social, obrigam as pessoas do povo a cumprir, mas não as cumprem.
Conforme o Evangelho de Mateus (23,3), dessa mesma forma também acontecia, na época em que Jesus viveu em nosso meio.
Hoje, os desmatamentos; as queimadas, nas matas; o óleo derramado nas praias do Nordeste Brasileiro; o regime escravocrata de trabalho; a indiferença, diante do sofrimento das famílias de pequeno ou quase nenhum poder aquisitivo; dentre outras; todas essas más ações praticadas pelo homem, contra seus irmãos e contra a natureza, trouxeram essa pandemia.
Esse lado positivo que desperta a oportunidade de seguir o maior de todos os mandamentos: amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”, como foi citado acima, apenas acontece na mente daqueles que acreditam em Jesus Cristo, Filho de Deus Pai.
Os aproveitadores, que não acreditam em Jesus Cristo, vão continuar não acreditando e não amando aos irmãos, como Jesus amou.
Na verdade, vão querer sempre se aproveitar da bondade e do amor das pessoas, com ou sem pandemia.
Tudo isto está sendo comprovado nos noticiários dos meios de comunicação, paralelo à divulgação dos dados sobre a pandemia.
Então, continuarão servindo ao “deus” do dinheiro e da exploração do irmão, em benefício próprio e de grupos usurpadores dos direitos do outro, dos direitos do irmão, por todo o mundo.
Tudo isso, cada um de nós pode testemunhar, de perto, aqui no Brasil, em cada um dos municípios, onde moramos.
A nossa esperança está na intercessão de Nossa Senhora, Padroeira do Brasil, e no amor do Seu Filho, Jesus Cristo, por nossa gente e por todas as gentes do mundo.
Afinal de contas, Deus é Brasileiro, também.

Referência:
Bíblia Sagrada Ave Maria – Edição de Estudos. 5ª edição. 2015. Edição Claretiana. Editora Ave Maria. São Paulo.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Educação e os desafios do Cristão: CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS DE HOJE

Recebi, pelo "zap", em 05Jun18, essa 
CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS DE HOJE.
Resolvi registrar. 
Postei, para lembrar aos Cristãos de hoje 
esse grande desafio:




CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS DE HOJE ZAP/05jun18

Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês, e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem minhas palavras.
Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, frequentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.
Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.
Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão e se cobrem de molambo, sou apenas um manequim colorido.
Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta à margem da história, não sirvo para nada.
O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera a injustiça nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça com as armas do amor.
O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso é o AMOR.
Dom Hélder Câmara
Parafraseando 1Cor 13,1-13.


Parafraseando 1Cor 13,1-13.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Educação e Sociedade: Somos todos irmãos e um só grupo


Olá Amigos
Recebi uma mensagem pelo celular, no “zap”, e discordei do seu conteúdo. Por isso, fiz o seguinte comentário:

Olá Pessoal
Cosme Castor
A Mensagem:
Li essa mensagem e procurei entendê-la melhor.
Nela, dizem que, em relação a essa pandemia do coronavírus, as pessoas estão separadas em dois grupos diferentes e adversários.
Grupo 1: As pessoas que querem o isolamento.
Na descrição desse grupo, dizem que é compreensível que as pessoas tenham muito medo e acrescentam: maioria de abastados, acomodados e aproveitadores, que colocam a economia em segundo plano.
Grupo 2: As pessoas que pensam só em dinheiro.
Dizem que essas, também, têm medo e são os que estão sendo atingidos e se preocupam. Dizem, ainda, que esses não têm recursos, nem mesmo para o básico e tudo que têm está em risco eminente. Concluem que preferem o risco voltar ao trabalho e de se contaminar com o vírus.
Comentários:
A pessoa humana ainda demonstra desconhecer o sentido da vida. Por isso, Deus enviou Jesus Cristo, para que todos sejam um (Jo17,21). E também para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo10,10), para ser vivida em comunidade (Atos2,42–47).
Vê-se que Deus não estabeleceu normas para dividir e classificar as pessoas em grupos, muito menos, em grupos de opressores abastados, ou de oprimidos acomodados, aproveitadores ou miseráveis.
O homem rejeitou a proposta de Deus porque sabia que as suas obras seriam reprovadas (Jo3,20). Assim, o próprio homem criou esse espírito de divisão: uma forma de enganar o povo, jogando um contra o outro, ambos na condição exclusiva de subserviência.
Nasceram daí as classes sociais, mantidas cada uma em determinado patamar. As classes que se fizeram mais poderosas assumiram o “direito” de explorar as demais.
Essa ideia da divisão em grupos é bem conveniente para quem sempre explorou o outro. Visando ao próprio benefício, alimenta esse sistema perverso do capitalismo, que consiste na exploração da pessoa humana.
Para os exploradores, a pessoa humana é apenas mais um equipamento a ser usado. Como os demais, se ficar velho, não serve mais para produzir. Então, deve ser descartado, como disse o novo Ministro da Saúde, do atual sinistro governo brasileiro.
Voltando aos grupos:
No grupo 2, quando as pessoas dizem “voltar ao trabalho”, referem-se aos empregados delas. Os empregados devem voltar ao trabalho.
Dizem não ter recursos, mas eles são os verdadeiros abastados.  São os corruptos do mundo empresarial, político, religioso, dentre outros que, inclusive, se dizem cristãos.
No entanto, com os estudos que consegui realizar na minha caminhada pela vida, até aqui, eu entendo que um País deve viver em função do bem estar do seu povo.
Os ministérios da economia, da saúde, da educação, da justiça, dentre outros, todos devem estar sempre a serviço da vida, visando a oferecer a cada cidadão as condições ideais para o bem viver.
Conclusão:
Existe somente um grupo, no mundo:
- Os filhos de Deus.
Por isso:
- Busquemos nossa paz interior!
- Afastemos a raiva do nosso coração!
- Vamos amar o outro como Jesus nos ama! (Jo15,12).
Comece dentro de casa, pelo seu companheiro ou companheira.
Continue a amar no seu trabalho, na sua escola, na sua Igreja e em todo e qualquer ambiente por onde você andar.
Cuide-se!
Fique em casa!
Jesus te ama!
Um abraço do irmão,
Cosme Castor

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Educação e Religiosidade: Vida pós (re)encontro com Jesus Cristo


Vida pós (re)encontro com Jesus Cristo
Cosme Castor
A tragédia não é quando o ser humano morre;
a tragédia é aquilo que morre dentro da pessoa
enquanto ela ainda está viva. (Albert Shweiter)
Vivemos o período quaresmal e tivemos a oportunidade de fazer uma revisão de vida, individualmente ou em grupo, buscando refletir sobre o sentido da nossa vida. Tudo isso, à luz do Evangelho.
Em alguns casos, tivemos a oportunidade de refletir em grupo. Após esse período, seguimos para as celebrações da Semana Santa.
Domingo de Ramos diferente: Todos em casa, acompanhando as celebrações pelas transmissões, através dos meios de comunicação ao alcance de cada um.
Essa situação foi provocada pela invasão do “coronavírus”, que invadiu os países por todo o mundo, atingindo mortalmente milhares de pessoas.
Mesmo assim, os ramos de nossas árvores, colocados nas portas, nas janelas ou nos portões de casa, nos ajudaram a entrar no clima comunitário da caminhada dos ramos.
Tudo isso, para lembrar a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém, sob os aplausos do povo que O seguia. Ao mesmo tempo, essa gente respondia aos curiosos que Aquele era Jesus de Nazaré, da Galiléia.
Foi um Domingo de Ramos diferente, sim. No entanto, com muita participação dos fiéis que, mesmo distantes uns dos outros, se mostraram bem mais unidos, em oração, juntos ao Cristo e, notadamente, na companhia da Sua Mãe e nossa Mãe Maria.
Hoje, a nossa fé nos leva a continuar aclamando o Cristo que, diariamente, vem a nós, em nome do Pai. Assim, passamos a fazer parte de uma comunidade que busca seguir sua caminhada na fé, em direção ao Pai.
A segunda, a terça e a quarta feira, três dias de reflexão, rezando, na certeza de contar com Jesus, durante toda a nossa caminhada diária, que nos leva a enfrentar e a vencer as nossas dificuldades e os nossos problemas.
Nestes três dias, nos preparamos também para a celebração do Tríduo Pascal, voltando as nossas atenções para pedir por todos nós, pelos mais necessitados e pela vitória contra o “vírus corona”, que aflige o mundo inteiro.
É o momento de pedir ao Cristo para nos ajudar a manter viva a nossa fé.

O Tríduo Pascal

O Evangelho da Quinta Feira da Semana Santa 2020, Jo13,1–15, relata para nós o momento em que Jesus está numa ceia, com seus discípulos.
Ele interrompe a ceia, levanta-se e lava os pés dos seus discípulos. Depois, retorna para a mesa, para continuar a ceia.
Então, Jesus fala da Sua própria Páscoa, que consiste na Sua ida deste mundo para o mundo do Pai, passando pela morte e ressurreição.
Ele abre o Caminho para o Pai, mostrando este Caminho para quem quiser segui-Lo:
- Deixar morrer em si o egoísmo;
- Amar, por toda a vida, até a morte;
- Doar a vida pelo irmão;
- Viver a vida, a cada dia, sempre com o outro ser e para o outro ser.
Para nos falar deste Caminho, Jesus resolve lavar os pés dos discípulos, indo contra a Lei dos judeus que determinava ser essa uma obrigação, exclusivamente, dos escravos, mesmo assim, se o escravo não fosse judeu, conforme a Bíblia, em Lv25,39.
Pela lei, quem era livre e/ou escravo judeu não lavava os pés do outro.
Em alguns casos, mesmo tratando-se de judeus, os discípulos lavavam os pés do Mestre, apenas, quando buscavam reverenciá-lo. No entanto, o Mestre nunca lavava os pés dos discípulos, porque se julgava superior.
Em todos os seus atos na comunidade, Jesus combateu a fome, a doença, a violência, a exclusão, enfim, aquilo tudo que atentava contra a vida.
Ele esteve sempre em defesa da vida. Tudo isso para mostrar que ninguém é superior ao outro. Todos são iguais e têm os mesmos direitos e deveres para com o outro.
Ele mostra que a Lei foi feita para beneficiar o homem e não para se constituir num empecilho para servir a um irmão (Mc2,27). 
Jesus lhes diz que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo10,10). Ele quer que, assim como Ele fez, (Jo10,11.17-18) devemos, também, fazer: doar a vida pelo irmão.
Como exemplo, Ele cita a semente do grão de trigo, que morre, para que possa produzir frutos. (Jo12,24).
A morte de Cristo na cruz só teve sentido porque a vida de Cristo teve sentido. Por toda a vida, doou-se a todos. Na morte, doou-se por todos.
Acostumados a obedecer cegamente à Lei dos judeus, os discípulos não entenderam esse gesto de Jesus e Pedro reagiu, sem querer que Jesus lavasse os seus pés. Afinal, Jesus era o seu Mestre.
Pela Lei dos judeus, Pedro é que poderia lavar os pés de Jesus. Era seu discípulo. Mas Jesus lhe disse que se não deixasse lavar os seus pés, não teria parte com Ele.
Esse ato feito pelo escravo, limpava apenas a poeira dos pés. Era um ato exterior. Assim, eles viam no “lavar os pés”, apenas, um ato indigno e humilhante, que a Lei dos judeus só permitia ser realizado por escravos, que não fossem judeus.
Mas Jesus lhes disse que, somente depois, eles iriam entender esse gesto. Disse, ainda, que Ele fazia isso para que cada um o fizesse, também, uns aos outros.
Jesus faz diferente: Ele lavou os pés dos discípulos. Visava a uma limpeza interior. Por essa razão é que nos batizamos: para sermos lavados espiritualmente e sermos renovados no amor de Cristo.  
No Batismo, recebemos o Espírito Santo, quando nos confirmamos como integrantes do Povo de Deus, comprometidos com a assimilação e prática das lições de Cristo.
Morte e Ressurreição de Cristo
Reunidos no templo, os sacerdotes e os anciãos, como também, outros líderes governantes da comunidade, discutiam sobre o perigo que Jesus representava para eles.
Jesus estava incentivando o povo a refletir sobre a forma de vida que levavam, oprimidos pelo medo, pelo ódio e pelo sentimento de vingança, (“olho por olho, dente por dente” - Mt5,38-42, Ex21,23-24; Lv24,20; Dt19,21)     que lhes faziam viver olhando para dentro de si e alimentando a ira contra o irmão.
No entanto, Jesus lhes ensinava diferente, o contrário de tudo que haviam aprendido até ali. A novidade é que Jesus ensinava a amar o irmão e amar até aos inimigos (Mt5,44).
Ele ensinava a fazer tudo o que fosse possível, para o irmão viver bem e em paz, fazendo o bem a todos. Fazia até verdadeiros milagres para beneficiar, principalmente, aos mais necessitados.
Isso incomodava muito aos sacerdotes e aos governantes. Colocava em risco a autoridade deles e a cega obediência do povo. Por isso, resolveram matar Jesus.
E o povo, como reagiria?
Ao povo, diriam que Jesus estava despertando a ira de Roma e, se Jesus não fosse contido, Roma iria massacrar todo o povo judeu.
Então, Caifás, o Sumo Sacerdote, disse que era melhor morrer um só homem pelo povo para não perecer toda a nação. (Jo11,50). Com essa justificativa, junto aos governantes judeus, determinou que Ele devia morrer (Jo11,51).
Para humilhar Jesus e amedrontar os discípulos e demais seguidores de Jesus, eles escolheram a morte na cruz. Conseguiram enganar o povo e o fizeram de tal maneira que levavam o povo pensar que ele, povo, estava decidindo.
Por isso, quando Pilatos perguntou se queriam que soltasse Jesus ou Barrabás, os sacerdotes e governantes judeus levaram o povo a escolher a opção de soltar Barrabás e mandar Jesus para a morte, na cruz (Jo18,39-40).
Jesus aceitou tudo isso, não por passividade, mas com muita coragem e muita coerência com tudo o que Ele sempre pregou e com o compromisso que Ele tinha com o Pai.
Ele demonstrou essa coerência, também, em todos os atos que desenvolveu durante toda a sua vida, sempre dedicada ao bem estar do povo, lutando contra a violência, contra a fome e contra todo mal que afligia o povo e o subjugava.
Tudo poderia ficar bem para os sacerdotes e para os governantes judeus. Mas Jesus cumpriu sua promessa, ressuscitando no terceiro dia: o Domingo.
Nesse dia, logo cedo, ainda pela madrugada, Madalena foi ao túmulo de Jesus, enfrentando o escuro da madrugada, em busca de uma nova aurora em sua vida.
É a chegada da luz, trazendo a nova vida que Jesus nos oferece: “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo10,10).
Os discípulos e as pessoas do povo acolheram Jesus e acreditaram Nele. A morte, seguida da ressurreição de Jesus, deu coragem aos discípulos, trazendo-lhes também muita esperança e muita fé.
Segundo Frei Monteiro, dirigindo-se aos jovens do TLC – Treinamento de Liderança Cristã, de Feira de Santana, Bahia/Brasil, “a Ressureição é o marco da glorificação de Cristo, a largada do cristão, rumo à missão e à vida”.
 Enfim, a ressurreição de Jesus trouxe a libertação para o Povo de Deus.

O que o Cristo nos ensina

Quebrando todas as barreiras e as convenções da forma de viver, conforme a Lei que prendia todos ao passado, Jesus nos traz uma grande novidade:
“Devemos amar os nossos irmãos e,
até, aos nossos inimigos”.
O Cristo nos ensina que ninguém é maior nem menor do que o outro; ninguém tem mais direitos que o outro; ninguém é dono do outro.
Ensina, principalmente, que todo e qualquer ato nosso só é válido se for para o nosso bem e para o bem dos nossos irmãos, como também, só é válido, se contribuir para o bem de toda a comunidade.
Por isso, devemos morrer para o orgulho, para a ira, para o ódio e para as injustiças. Esse é um meio de purificar o coração.
Devemos estar atentos e vigilantes para o nosso comportamento, para o nosso testemunho, em todas as horas, em todos os dias, em todos os nossos atos.
Lembro aqui de uma conversa com um amigo, no Sábado Santo 2020, por telefone celular, que me disse:
“Nós costumamos passar a Deus a nossa responsabilidade. No lugar de assumir e realizar aquilo que podemos fazer, nós dizemos: - Deus lhe pague; - Deus lhe ajude; - Deus vai resolver.
Com a graça de Deus, a própria pessoa não pode pagar, não pode ajudar e não pode até resolver, com o outro e/ou para o outro?”
Aprendamos, então, a dirigir as nossas orações para pedir a Deus pelas nossas vidas e pelas vidas dos nossos irmãos do Brasil e de todo o Mundo, especialmente, diante dessa pandemia do “coronavírus”.
Vamos pedir, também, que Ele nos livre dos maus governantes que comandam o Brasil e outros países do mundo, colocando em risco a vida de muitos milhares de irmãos, visando exclusivamente à defesa de interesses particulares.
Façamos um pedido especial a Deus, para que o nosso povo, após essa pandemia, coloque em prática, no dia a dia, os ensinamentos que aprendemos, com o Cristo, nas celebrações desta Semana Santa.
Enfim, Ele quer mesmo é que cada um se coloque a serviço do outro; que se coloque à disposição do outro; que procure ajudar o outro, sem nenhum interesse. Apenas, pelo prazer de servir.
Aproveite a oportunidade que o Cristo lhe oferece, hoje. Deixe o passado para trás. Perdoe a si mesmo. Perdoe ao irmão que tiver lhe ofendido.
Liberte-se!
Nessa nova Vida procure avançar, cada vez mais, na sua capacidade de amar como Jesus nos amou.
Que tudo isso comece, hoje, por quem está ao seu lado, e se estenda a todos os irmãos, todos os dias.
Observação:
Sabemos que essa é a grande lição que o Cristo nos ensinou.
E agora?
- Um abraço amigo do irmão em Cristo, Cosme Castor -

terça-feira, 31 de março de 2020

Educação e Sociedade: Jesus cura e liberta


Meu comentário sobre o Evangelho do dia 24Mar2020, 

no Encontro do Terço dos Homens, na fase do coronavírus.

Hoje, vamos refletir sobre o Evangelho de Jesus Cristo,

segundo Jo 5, 1 – 16.

Neste Evangelho, João busca nos aproximar de uma realidade histórica, falando de um determinado lugar, onde o fato aconteceu: a piscina de Betesda. Fala, também, de cegos, coxos e paralíticos, todos integrantes de uma faixa da sociedade a quem tudo é negado, inclusive, a possibilidade de usar os poucos direitos que a lei lhe concede. São marginalizados.
Vendo-se nessa situação, acomodam-se e tornam-se passivos. Não reagem. Ficam satisfeitos com o pouco que lhe é concedido. Perdem a oportunidade até de um encontro com a libertação, em Jesus.
Os marginalizados são os que trabalham para sustentar a sociedade, mas não podem usufruir dos frutos do seu trabalho. Esses frutos vão para os patrões, que nada produzem. Vivem dos resultados da exploração do trabalho do outro.
Mas esses grupos de cegos, coxos e paralíticos representam também as nossas limitações, nossas falhas, nossas dificuldades para chegar até Jesus. Nós conhecemos Jesus, mas não seguimos o caminho para chegar até Ele, não encontramos forças para derrubar as barreiras que nos separam Dele. E nos consideramos uns incapazes, nos entregando a uma vida de acomodação e afastamento de Jesus.
Mas, se buscarmos a Jesus, não importam as barreiras, mesmo que sejam estabelecidas pelas leis do homem. Encontraremos forças para vencer, até a lei do sábado, como Jesus e seus discípulos o fizeram.
Na piscina de Betesda, a salvação acontecia apenas para o primeiro que alcançasse a água. Mas o paralítico, o coxo e o cego, enfim, o marginalizado não conseguia. Mas, se esse marginalizado não desistir, encontrará Jesus, que lhe oferece a cura e a salvação, independente das condições e das leis humanas. Isto, porque, para Jesus, não importava se o doente não podia alcançar as águas da piscina de Betesda, nem importava se era dia de sábado.
O que importava para Jesus Cristo era que aquele ser marginalizado tivesse a oportunidade de usufruir da salvação que lhe era oferecida.
Hoje, com o acontecimento dessa pandemia do coronavírus, o homem está vendo que não adianta ter todos os poderes do mundo.
Vê, também, que não adianta querer usufruir do trabalho do outro e desprezar esse que por ele se sacrifica, sob a exploração do seu trabalho.
Vê, ainda, que ninguém é melhor do que o outro.
Reconhece que são todos iguais e se não se unirem, ninguém se salvará.
Notamos que é uma oportunidade que o homem tem para voltar-se para si mesmo e para o outro. Consequentemente, de voltar-se para Deus.
Então, a partir do encontro com Jesus Cristo, o objetivo do homem, hoje, deve ser a transformação de sua vida. Deverá seguir a vida, sempre pelos caminhos da libertação física e espiritual, saindo da passividade, vendo no outro um irmão, em qualquer situação. Tentará não cometer pecados, principalmente, o de excluir e/ou de marginalizar o irmão.
Isto, porque Jesus cumpriu Sua palavra: salvou o que se considerava perdido.
A grande lição que aprendemos hoje é que, se tivermos fé em Jesus Cristo, como também, respeito à pessoa do outro, alcançaremos a cura e a libertação.